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29 novembro

PAÇOS DE FERREIRA- SEMANA GASTRONÓMICA DO CAPÃO À FREAMUNDE (1 a 13 de Dezembro)

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Durante os primeiros 13 dias do mês de dezembro, decorre na cidade de Freamunde a XIII Semana Gastronómica do Capão à Freamunde, iguaria única no país e ex-libris das gentes do concelho de Paços de Ferreira. Produto endógeno, identitário do modus vivendi dos freamundenses, o galináceo transformado em eunuco é já uma referência da gastronomia portuguesa, cooptada pela elite dos melhores Chefs nacionais.
Na época natalícia o “peru” é uma ave proscrita por terras de Freamunde, onde o capão, ave de porte robusto, domina a mesa e junta famílias inteiras como se de um ritual gastronómico se tratasse. É verdade que não canta de galo, mas quando assado, a sua carne, tenra e macia, adquire um requintado e inigualável sabor. 
 
As qualidades gustativas da carne, associadas ao facto de o capão ser um dos “ex-libris” de Freamunde, a par da vontade do saber receber quem visita o concelho de Paços de Ferreira, caraterística intrínseca às gentes de Freamunde, são fatores que fazem com que o capão tenha um reconhecimento tão elevado a nível nacional e na vizinha Espanha atraindo centenas de apreciadores a Freamunde e Paços de Ferreira durante a Semana Gastronómica.
 
Esta “avis rara” é portadora de bilhete de identidade, onde consta a sua origem, idade, número de identificação, nome do criador e morada. A introdução de um selo identificativo, resulta do facto de o Capão à Freamunde ter sido certificado pela Comissão Europeia como ave com a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP). Esta certificação deu novas asas ao capão que já voa para restaurantes estrelas Michelin, tendo conquistado não só a paixão de grandes chefes, como a mesa da alta gastronomia. 
 
Entre os dias 1 e 13 de dezembro, o capão de Freamunde é servido em vários restaurantes de Freamunde e Paços de Ferreira, sendo que, durante este período, é possível encontrar-se capão à dose (oportunidade para quem não conhece degustar a ave), embora o capão seja, por regra, servido inteiro e trinchado à mesa, já que um exemplar chega para saciar entre sete a dez comensais. Há capões a pesar entre sete e nove quilos, de carne limpa, sendo, portanto, normal, que se trate de um manjar dos deuses e dos amigos, próprio de grupos de convivas que por esta época esgotam os restaurantes de Paços de Ferreira e de Freamunde, as duas cidades do concelho pacense.
 
No último dia da “semana gastronómica do capão à Freamunde”, dia 13, realiza-se a feira de Santa Luzia, feira popularmente conhecida por “feira dos capões”, onde os criadores aproveitam para comercializar exemplares vivos. 
 
No decorrer desta feira, promovido pela Associação de Criadores de Capão e pela Junta de Freguesia de Freamunde, decorre o Concurso do melhor capão vivo, sendo que o vencedor é contemplado com um prémio pecuniário, forma encontrada para incentivar a criação de capões. Curiosamente, só podem participar neste concurso os capões com “bilhete de identidade”. 
 
No dia anterior à feira, realiza-se, naquela cidade, o Jantar de Gala do Capão à Freamunde momento em que um júri composto por gastrónomos, Chef´s, Jornalistas e outras personalidades escolhem o melhor capão confecionado. A distinção além de atestar a excelência da gastronomia, reforça o prestígio do restaurante vencedor.
 
A certificação do capão à Freamunde, com a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IPG), atribuída pela comissão europeia, tem levado a Câmara Municipal de Paços de Ferreira a apostar na promoção desta especialidade em diversas capitais europeias, de modo a que o capão à moda de Freamunde ombreie com outras especialidades da gastronomia europeia e mundial.
 
Aliás o Capão à Freamunde já ganhou novas asas e “voou”, aterrando em restaurantes de Estrelas Michelin, onde conquistou Chef´s de renome nacional e a alta gastronomia.
 

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