08 dezembro

AS APARÊNCIAS NÃO ILUDEM, AS APARÊNCIAS ENJOAM

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Já dizia aquele ditado super antigo, tipo da época dos romanos que “à mulher de César não basta ser, é preciso parecer”.
 
Tenho pena dessa tal mulher de César, pois tem de viver com uma pessoa que tem a mania das grandezas.
 
Este ditado claramente não se aplica ao cidadão Sócrates.
 
Não ao da Grécia antiga! Mas ao do Portugal contemporâneo. Se bem que ambos vivem sob a mesma máxima “Só sabem que nada sabem”!
 
José Sócrates não diz que tem. Ele não vive de aparências, meus caros! Ele diz à “boca cheia” que os bens não são dele, que são fruto de empréstimo de familiares e amigos!
 
“Botai” olhinhos nele! Ele é um exemplo a seguir. 
 
Quem de vós, mulheres com maminhas de silicone, é capaz de assumir que pôs implantes mamários? Ninguém, não é? Tudo natural! Pois estou convencida de que se José Sócrates tivesse maminhas de silicone, era menino para dizer que as que ele tem maminhas são, afinal, do primo que ele tem em Quinxassa.
 
Sócrates, por exemplo, tem 61 anos. Mas, na realidade 50% da sua idade está dividida entre os seus familiares e amigos. Ele é uma pessoa que gosta da partilha e, principalmente que façam a partilha com ele.
 
Os filhos que ele tem, por exemplo, são metade dele. A outra metade é da ex-mulher. Sim, ex-mulher. Ele também não quis arcar com mais essa responsabilidade e despesa. 
 
O livro que ele escreveu, diz-se à boca pequena que não foi ele que escreveu. Deve ter sido também um amigo que escreveu e ele, muito gentilmente, cedeu para que o seu nome surgisse como autor. Vê-se logo que é uma pessoa desapegada dos bens materiais e voltada para a cenas filosóficas da vida.
 
Nós temos muito a aprender com o nosso concidadão José Sócrates. Que é uma pessoa que parece ser rico, mas não é. Porque ele não anda aí a dizer: “ai e tal que tenho um apartamento em Paris, com vista para a Torre Eiffel!” Não senhora! Fossemos nós, comuns cidadãos, dizíamos com toda a pompa e circunstância: “Vou passar as férias de Natal ao MEU apartamento de Paris!”. Mas, na realidade, esse apartamento é, afinal, um empréstimo de um tio de um amigo. 
 
É muito mais fácil e aprazível quando se tem um primo, tio ou amigo, que volta e meia, te dá uma casa ou te dá dinheiro.
 
Nesta altura natalícia, tão propícia à hipocrisia das aparências olhai para o exemplo de uma pessoa que tudo o que tem, nada é dele. Quereis mais desprendimento do que este? É muito enjoativo teres de viver sempre no mesmo apartamento. Principalmente quando tens de o pagar durante 50 anos.