N Noticiário geral

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'HÁ MAR E MAR... E HÁ QUE IR A BALTAR'!

desde junho do presente ano, a de cativar a população das freguesias do território para a música, as artes e o património. Em termos práticos isso concretiza-se através do acesso gratuito à fruição de actividades artístico-culturais por parte de quem vive no concelho, mas também a simples curiosos e forasteiros cujo habitat não se situa no espaço concelhio. 

Do menu de oferta de actividades contempladas no âmbito do Mappa 21, os Concertos Falados são um dos tópicos de maior relevo. Após a apresentação em estreia desta rubrica programática, que se realizou no Mosteiro de Cête a 19 de junho, em que a dupla de intérpretes constituída pela actriz Ângela Marques (voz) e pelo instrumentista Aires Montenegro (nikelharpa) foi de tal sorte apreciada, que já há uma espécie de seguidores dos Concertos Falados pelas freguesias onde os mesmos decorrem. Em alternância a este duo referenciado, existe um outro formado pelo actor Fernando Soares (voz) e pelo músico Daniel Lemos (guitarra). E é com estes dois últimos intervenientes que encerrará o próximo e derradeiro Concerto Falado do Mappa 21 (depois do Mosteiro de Cête, Igreja/Mosteiro de Vilela e Torre dos Alcoforados) marcado para a próxima sexta-feira, às 21h30, em Baltar. O mote temático será de novo a Lenda da Romaria a Santiago. O espectáculo decorrerá ao ar livre, a partir das 21h30, no espaço envolvente à Capela da Senhora da Piedade da Quintã.

A iniciativa combina a palavra e a música por via de uma alquimia muito peculiar, na qual o vídeo de Francisca Dores contextualiza de forma livre e sonhadora a atmosfera vivenciada, num espectáculo sob a direcção cénica de Susana Oliveira. Na essência os Concertos Falados (têm quatro apresentações no total e são sempre realizados em lugares distintos) apresentam música ao ar livre em diálogo com a palavra. Reforçando a ideia: o Concerto Falado resulta de um binómio artístico que junta um músico (nickelharpa ou guitarra) a um performer para dar a conhecer a recriação de uma lenda paredense – a Srª do Salto ou a Romaria a Santiago – reescrita pelo escritor Jorge Palinhos.

Museu Móvel de Patrick Hubmann já ‘aterrou’ em Lordelo 

Tem-se falado de um “OVNI” que desde junho está a sobrevoar o concelho de Paredes! Na verdade trata-se de uma instalação artística que faz jus à expressão visual dessa metáfora. E nessa toada divertida até poderíamos avançar que se trata antes de um ‘OABI’– Objecto Artístico Bem Identificado’ que também já aterrou em pleno centro da cidade de Paredes, no Parque José Guilherme, defronte ao edifício dos Paços do Concelho de Paredes no passado dia 13 de junho e ‘passou’ por Gandra, em julho. O Museu Móvel está desde 30 de agosto instalado em Lordelo, no largo da Igreja matriz, e permanecerá no local até ao dia 30 de Setembro.

Explicitando melhor o que é afinal o artefacto em questão, o mesmo é dizer que o artista plástico austríaco, radicado em Portugal, Patrick Hubmann, concebeu uma instalação simples, denominada em termos de conceito por Museu Móvel e cujo conteúdo faz uma homenagem às gentes e aos ofícios de Paredes. O referido dispositivo artístico contempla elementos fotográficos e textos que remetem para a historicidade do concelho, algo com o qual o visitante se confronta numa visão quase caleidoscópica logo que é convidado a entrar no dispositivo.

Patrick Hubmann deixa uma pista curiosa, em jeito de desafio à entrada do objecto artístico: “Queremos que cada visitante faça parte deste jogo. Que se veja e reveja nos lugares da História que foi feita e na que estamos a construir.” E a sugestão sob a forma de convite prossegue: “O desenho deste museu cria um espaço onde a história e o jogo se completam, criando uma dimensão lúdica para quem o visita.” 

AUTOR: João Arezes